A pergunta aparece toda semana nas nossas redes sociais: Tesouro Direto ou CDB? A resposta honesta é que depende — mas não de forma vaga. Depende de fatores concretos que você pode verificar antes de aplicar.

O Tesouro Selic, por exemplo, tem liquidez diária garantida pelo governo federal. Você pode resgatar qualquer dia útil sem perder rendimento. Isso tem valor, especialmente para reserva de emergência. Já um CDB de banco médio pode oferecer 120% do CDI, mas com prazo mínimo de dois anos e sem liquidez antes do vencimento.

A tabela regressiva do IR muda tudo

Ambos os produtos são tributados pela tabela regressiva do Imposto de Renda: 22,5% para aplicações de até 180 dias, caindo até 15% para aplicações acima de 720 dias. Isso significa que comparar taxas brutas sem considerar o prazo é um erro comum.

ProdutoTaxa típicaLiquidezRisco
Tesouro SelicSelic + 0,07% a.a.DiáriaSoberano
CDB banco grande95–100% CDIVariaFGC até R$250k
CDB banco médio110–125% CDINo vencimentoFGC até R$250k
Tesouro IPCA+IPCA + 5–6% a.a.Diária*Soberano

*Liquidez diária no Tesouro IPCA+ existe, mas o preço de mercado oscila. Resgatar antes do vencimento pode gerar perda.

O que faz sentido para cada perfil

Para reserva de emergência: Tesouro Selic ou CDB de banco grande com liquidez diária. Ponto final. Não vale arriscar liquidez nessa fatia do patrimônio.

Para objetivos de médio prazo (2 a 5 anos): CDBs de bancos médios com taxas acima de 110% do CDI costumam bater o Tesouro Selic no período, desde que você não precise do dinheiro antes. O FGC garante até R$250 mil por CPF por instituição.

Para proteção contra inflação no longo prazo: o Tesouro IPCA+ ainda é difícil de bater. Mas atenção à marcação a mercado — quem vende antes do vencimento pode ter surpresas negativas.

A melhor comparação é sempre a taxa líquida no prazo que você precisa. Calculadoras online ajudam, mas nada substitui entender o que está comprando.